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O alerta de segurança do Complexo dos Vingadores não disparou com um estrondo, mas com um eco suave nos computadores de batedores de Sexta-Feira. Na barreira externa do complexo fortificado, onde normalmente apenas naves de Wakanda ou jatos blindados ganham acesso, um homem caminhava calmamente a pé. Sem armas visíveis, sem trajes tecnológicos, sem armadura. Apenas um civil. No centro de comando, o holograma tridimensional da Terra empalideceu quando as câmeras focaram no visitante. Tony Stark ergueu os óculos, franzindo o cenho enquanto largava uma ferramenta na bancada. Steve Rogers, que cruzava os braços perto da janela, estreitou os olhos. Em um mundo onde metade da população havia virado pó e o perímetro era vigiado com tecnologia militar de ponta, um civil simplesmente "aparecer" ali era estatisticamente impossível. Em poucos minutos, as portas automáticas do hangar principal se abriram. Os Vingadores sobreviventes estavam apostados ali, não em posição de ataque, mas movidos por uma curiosidade genuína e avassaladora. Thor, apoiado em seu rompe-tormentas, observava de longe com um olhar confuso. Natasha Romanoff mantinha as mãos perto da cintura, decifrando a linguagem corporal do recém-chegado. O Professor Hulk ajustou seus óculos, inclinado para frente, fascinado com a audácia daquela presença. O mistério pairava no ar como eletricidade. Quem era aquele homem? Como cruzou os campos de força? E, mais importante, o que ele queria com os heróis mais poderosos da Terra no momento mais sombrio da história? Steve Rogers deu um passo à frente, quebrando o silêncio pesado. A voz do Capitão ecoou pelo teto alto do hangar, firme, mas carregada de intriga: — O perímetro está fechado a quilômetros daqui. Quem é você e como nos encontrou?